3 de dezembro de 2013

Como preparar seu filho para o Ensino Fundamental 1

As aulas nem terminarão direito e já estamos pensando no próximo ano, principalmente quem está ingressando no ensino fundamental... achei esse artigo muito interessante, para os novos alunos do 1º ano.

A saída da Educação Infantil e a entrada no Ensino Fundamental 1 marcam uma passagem importante na vida das crianças. Saiba o que muda e o que fazer para ajudar seu filho nessa transição.

14/01/2013 17:02
Texto Adriana Carvalho

Foto: Nana Sievers
Foto: A orientação dos pais é fundamental
A entrada no Ensino Fundamental 1 traz uma nova dinâmica para a vida escolar. Os pais devem estar preparados para as mudanças
Quando as crianças deixam a educação infantil e ingressam no Ensino
Fundamental 1 é inevitável pensar: "meu filho já não é mais um bebê". E
é natural que nesse momento apareçam também algumas dúvidas sobre
como ele se sairá nesse novo momento de sua vida de estudante. De fato,
a entrada no primeiro ano traz uma série de mudanças na rotina escolar.
As brincadeiras ainda terão seu espaço, mas seu tempo será diminuído
enquanto a hora de estudar ganhará mais importância. Na mochila, a
boneca ou o carrinho ainda poderão entrar em alguns dias, mas dividirão
espaço com livros e cadernos. As responsabilidades, aos poucos, também
vão crescer: haverá mais lição de casa, provas e notas. 

Volta às Aulas

Todas essas mudanças, porém, não devem ser encaradas como um 
problema. Elas fazem parte da evolução natural e saudável da vida da 
criança. E os pais podem - e devem - ajudar seus filhos a se preparar da 
melhor maneira possível para essa transição. "O importante é demonstrar 
segurança para a criança. Dizer que se ela está indo para essa nova fase 
é porque já tem idade para isso e está pronta", diz Rosana Ziemniak, 
coordenadora da Educação Infantil do Colégio Magister, de São Paulo.

Dicas de Alfabetização

Eles confundem 'P' com 'B'

Especialistas garantem que é comum trocar as letras no processo de alfabetização

31/10/2013 14:35
Texto Maria Clara Braz
AnaMaria
Foto: Raoni Maddlaena
Foto: A confusão é normal e desaparece à medida que a criança escreve mais
A confusão é normal e desaparece à medida que a criança escreve mais
Ler e escrever, depois que a gente aprende, vira um processo quase automático. Mal paramos para observar quantas curvas e retas formam as letras de uma palavra. Na infância, porém, esse conhecimento ainda está em construção. Lá, aprendemos a direção da escrita e a grafia de cada letra. "Nessa fase, é comum algumas crianças confundirem o sentido da escrita, começando a partir da direita, ou trocar letras como P e D", explica Regina Scarpa, consultora da Fundação Victor Civita. "Em geral, isso se corrige sem maiores problemas."

AlfabetizaçãoEspecial Alfabetização 
Dicas e informações para melhorar a aprendizagem da leitura e escrita de crianças e adultos.


Não diga que está errado

Para resolver a questão, o ideal é conversar com a criança sobre as trocas. Rosemeire recomenda nunca dizer que a criança está errada. "Prefira chamar a atenção de outra maneira. Sugira que ela compare o que escreveu com o que foi escrito pelo professor ou por um colega. Pedir que ela leia o que escreveu nem sempre funciona, porque, naquele momento, ela enxerga a letra espelhada como se fosse a correta. Essa comparação visual é mais eficiente", explica.

Número 3 ou letra E?

Essa confusão é normal e passageira - e desaparece à medida que a criança escreve mais. "É muito normal encontrar alunos que espelham letras e números. Geralmente, fazem confusão com números (espelhando 9, 6 e até o 2) e se atrapalham com letras e números, como E e 3", diz Rosemeire Mendonça, coordenadora da Educação Infantil do Colégio Piaget, de São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo.

E... se não passar?

Se, depois de alfabetizada, a criança seguir escrevendo letras espelhadas, aí sim os pais devem ficar mais atentos e consultar uma psicopedagoga, para checar se há algum problema de aprendizagem.

http://educarparacrescer.abril.com.br/aprendizagem/confundem-p-b-390236.shtml#

2 de novembro de 2013

Lev Vygotsky, o teórico do ensino como processo social

O psicólogo bielo-russo Lev Vygotsky (1896-1934) morreu há mais de 70 anos, mas sua obra ainda está em pleno processo de descoberta e debate em vários pontos do mundo, incluindo o Brasil. "Ele foi um pensador complexo e tocou em muitos pontos nevrálgicos da pedagogia contemporânea", diz Teresa Rego, professora da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo. Ela ressalta, como exemplo, os pontos de contato entre os estudos de Vygotsky sobre a linguagem escrita e o trabalho da argentina Emilia Ferreiro, a mais influente dos educadores vivos. 
A parte mais conhecida da extensa obra produzida por Vygotsky em seu curto tempo de vida converge para o tema da criação da cultura. Aos educadores interessa em particular os estudos sobre desenvolvimento intelectual. Vygotsky atribuía um papel preponderante às relações sociais nesse processo, tanto que a corrente pedagógica que se originou de seu pensamento é chamada de socioconstrutivismo ou sociointeracionismo.

Fonte: http://revistaescola.abril.com.br/historia/pratica-pedagogica/lev-vygotsky-teorico-423354.shtml

Alfabetização: como trabalhar linguagem e reflexão sobre o sistema juntos

"O que Chapeuzinho Vermelho pergunta primeiro ao Lobo: que olhos grandes você tem ou que orelhas grandes você tem?", indaga a professora após apresentar o conto à turma do 1º ano. Resolver esse problema é um grande desafio para quem está no início da alfabetização. Afinal, responder com segurança exige voltar ao texto e buscar as palavras olhos orelhas, que começam e terminam com as mesmas letras. Propostas como essa, que tem por objetivo levar à reflexão sobre o sistema de escrita durante a leitura e a produção de texto, ainda são raras nas nossas salas de aula. 

A tarefa de pensar sobre o funcionamento da escrita tem ficado restrita às atividades permanentes, com listas e textos memorizados, como cantigas e parlendas. Nada contra elas - que podem e devem continuar na rotina. Mas por que não aproveitar os momentos em que as crianças estão lendo ou produzindo um texto sobre um animal na aula de Ciências, por exemplo, para também levá-las a pensar sobre os aspectos do sistema alfabético e as relações grafofônicas? "Combinar a reflexão sobre a escrita com as práticas sociais de leitura e produção de texto é muito mais efetivo", diz Beatriz Gouveia, coordenadora de projetos do Instituto Avisa Lá, em São Paulo. 

Uma boa proposta de alfabetização requer planejamento e pressupõe saber como os alunos escrevem (leia a reportagem), organizar a rotina em projetos, sequências e atividades permanentes e escolher bons materiais de leitura e estudá-los. Além disso, não podem faltar em sala as letras do alfabeto, a lista de nomes dos estudantes, livros e os textos da garotada. Assim, na hora de escrever, todos poderão se apoiar em palavras conhecidas ou verificar em fontes oficiais se as antecipações feitas estão corretas. 

Veja um exemplo: os alunos leem a capa de um livro ilustrado com um elefante e cujo título éAnimais. Ao ler, eles antecipam - com base apenas na imagem - que a obra se chama Elefantes. Para que se apoiem no texto, você pergunta qual a primeira letra da palavra elefantes. Alguém responde "E", volta ao texto para ver se está correto e se depara com o A. "É como um jogo: se a antecipação não é adequada para resolver o problema, é preciso procurar outras pistas", explica Diana Grunfeld, presidente da Rede Latino-Americana de Alfabetização, na Argentina. 

À medida que avançam em suas hipóteses de leitura e escrita, os estudantes desenvolvem, com base no trabalho do professor, alternativas de verificação cada vez mais sofisticadas. Inicialmente, diferenciam as figuras dos textos. Depois, imaginam que só é possível ler algo com mais de três letras. Por fim, fazem análises qualitativas, verificando principalmente as letras iniciais e finais de cada palavra. A todo momento, devem estar tranquilos para escrever como sabem e cientes de que terão todo o ano para aprender. 

Para que você possa ajudar ainda mais a turma nesse trajeto, nas páginas seguintes, mostramos na forma de história em quadrinhos seis atividades de reflexão sobre o sistema inseridas em situações de leitura e de produção de texto. Elas fazem parte da sequência didática A Diversidade dos Animais, elaborada pela equipe de Práticas de Linguagem da Divisão de Educação Primária de Buenos Aires, na Argentina. A intervenção do professor, como você verá, é essencial para que o aluno compreenda como se escreve.
Site: http://revistaescola.abril.com.br/fundamental-1/alfabetizacao-como-trabalhar-linguagem-reflexao-sistema-juntos-683013.shtml